quarta-feira, 3 de julho de 2013

Redes de Indignação e Esperança by Manuel Castells

                                                   Fonte : Anonymous Brasil






Olá! Você como eu  , tem se perguntado como aconteceu a articulação entre internet  e os novos movimentos sociais que de uma forma ainda não muito perceptível reinventa a Democracia e a cidadania , conceitos e valores estes apagados da memoria em meio a sociedade do "espetáculo" do consumo exagerado e desnecessário.

Em uma entrevista a Francisco Guaita, da RT-TV | e com Transcrição e tradução: Daniela Frabasile o sociólogo Castells afirma que "
  ....É na rede,  que ele vê, há muito, a esperança. Aqui, os cidadãos estão multiplicando as formas de produzir colaborativamente, trocar sem tornar-se dependentes de dinheiro, estabelecer redes de informação recíproca. Esta imensa rede de novas relações democráticas e participativas só não se estendeu às instituições porque tal tranposição não interessa nem à oligarquia financeira, nem aos políticos profissionais."
(...)" Graças à indignação, diz ele, as sociedades começaram a superar o medo que as mantinha inertes. Agora, para que não gere apenas raiva, esta indignação precisa converter-se em esperanças e em alternativas."
  O professor catalão fala abertamente do medo e do poder . Poder que não encontra-se mais nas instituições ou governos mas em nosso próprio cérebro. Castells conceitua o poder real que não é o poder da polícia ou do exército. O mais importante, continua ele  é se você quiser ter poder sobre mim, é conseguir que eu pense de uma forma que favoreça o que você quer, ou que se resigne. Aí está o poder! Portanto, o essencial é o poder que está na mente, e a mente se organiza em função de redes de comunicação, redes neurológicas no nosso cérebro, que estão em contato com as redes de comunicação em nosso entorno.
  Muito interessante os pensamentos de Manuel Castelles , não ? Em setembro seu livro será lançado no Brasil com o título : Redes  de Indignação e Esperança . È só esperar e conferir  Para você ler a entrevista na Integra acesse aqui



                 

Mídias sociais e o Ativismo Contemporaneo !

                                      Fonte : Google






Olá ! O mês de junho nos reservou uma grande surpresa. Quando não mais esperávamos por algo novo , o povo brasileiro vai as ruas realizar grandes Protestos. A estranheza era tanta que nem os "Sociólogos de todas as matizes" conseguiam . Mas estes Protestos foram uma virada de página .Como se um velho e antigo livro chamado democracia tinha sido lacrado por um "feitiço". maldição ou estratégia política . Ninguém sabe ainda muito bem quem foi o vilão que o fez nem quem foi o herói que quebrou o lacre . Para o Herói , há suspeita que seja o revolucionário Guy Fawkes outros dizem que foram os ciberativista anonymous. Mas ninguém conseguiu provar . O que sabemos que os jovens querem mesmo é serem autores de sua história como protagonista . Não aceitam mais o papel de coagulante nem mesmo de  mero espectadores .
                          Quem não respondeu ao convite das redes sociais #vemprarua  perdeu a chance de entender o que estava acontecendo naquele momento como também oportunidade de fazer parte dessa nova página democrática virada no ritmo dos Protestos em todo o território nacional .
                                         Fonte : google


Passado a semana de `Protestos  surgem várias perguntas . Qual o proximo passo ?
No site  dos Anonymous Brasil  tem um post escrito por    em  02 julho, 2013 , que traz significativa reflexão sobre o Momento pós Protesto:

"É difícil dizer que o Brasil acordou, depois de tantos dias de “glória” que tivemos, tantos anos de espera, o que foi que conseguimos? Sim, apenas os 20 centavos, mas em todos os protestos nós gritamos. Não são só vinte centavos~, a passagem foi reduzida e a PEC revogada, era apenas isso Brasil? Apenas com tão pouco que nós nos calamos? Apenas com tão pouco que nos acomodamos e voltamos para o sofá novamente?
Muitos lutam por alguns anos para ver o que viram, se encheram de esperança em meio a tanta gente acordada, conseguimos resultados rápidos no que queríamos, temos uma lista de coisas gigantesca para mudar no Brasil, poderíamos fazer uma primavera brasileira e apenas parar quando vermos as mudanças que tanto almejamos realizadas e deixar avisado que se algo mudasse para pior de novo, nós iríamos parar tudo como fizemos…




Particularmente me sinto um pouco envergonhado, não digo que tudo está perdido e é até por isso que eu estou escrevendo, porque ainda acredito no povo, mas se continuarmos esfriando tudo dessa forma, simplesmente não teremos mudanças, vamos voltar para nossas vidas pacatas, reclamando dos impostos, da roubalheira, assistindo as novelas, assistindo o futebol e curtindo o carnaval, porque parece que é isso o que muitos precisam para suas vidas, eu preciso apenas de um país melhor para viver.
Não te incomoda acordar todo dia, ter que pegar um transporte lixo, ou um trânsito infernal, gastar altos preços para se locomover de carro ou transporte público, chegar no seu trabalho, ter grande porcentagem retida para o governo, ir em um hospital e ver o quanto seu dinheiro não mudou nada, precisar de segurança e ser roubado na porta da sua casa, pensar em ter uma vida e salário dignos e só conseguir uma merreca que beira 700 reais, ver tão pouca gente vivendo em puro luxo e a grande maioria vivendo na miséria…

Eu nem vou citar todas as coisas que me revoltam, porque eu ficaria aqui por longos dias, por isso pretendo continuar na luta, e você, vai continuar ou simplesmente vai fingir que tudo está ótimo agora?

Acorde, muitos precisam de você, muitos dependem de um país melhor apenas para ter uma refeição saudável no dia, faça alguma coisa e dê valor a palavra ~ser humano~."
                    Via Anoymous Brasil 
                   

domingo, 12 de maio de 2013

Felicidade revelada pela tecnologia !

TEDxSF - Louie Schwartzberg - Gratidão (legendado)


Este vídeo, “Gratidão” (Gratitude), do premiado diretor, autor e fotógrafo Louie Schwartzberg, é a apresentação mais popular de um TEDx (TED independente), com mais de 3 milhões de visualizações no YouTube. A fala de Schwartzberg tem 10min no total, mas o centro da apresentação é o filme de 6min “Felicidade Revelada” (Happiness Revealed), que contém uma mensagem única de agradecimento à vida escrita e narrada por Brother David Steindl-Rast e musicada por Gary Malkin. Em seu site, Schwartzberg publicou o comentário de um usuário que define o vídeo: “este é um vídeo que deveria tocar automaticamente todo dia assim que você acorda, substituindo o alarme com essa música leve e uma maravilhosa mensagem para carregar por todo o dia”............
fonte:  aqui

Gadgets, Celulares e afins x alunos em sala de aula .











“Em tempos de mudança, aqueles que aprenderem herdarão a Terra, enquanto aqueles que já aprenderam encontrar-se-ão esplendidamente equipados para lidar com um mundo que não mais existe.”
Eric Hoffer1

                        Decididamente não é possível imaginar hoje como conseguir a atenção dos alunos em meio aos vícios tecnológicos e atrativos digitais. O professor do seculo XXI precisa estar atualizado . Com este objetivo é que decidi por fazer um curso á distancia sobre Mídias para a educação .
                        O curso é oferecido pela UFSM, a todos os professores da rede estadual e municipal  . Assim nasceu este blog com a intenção de utiliza-lo como meio de interatividade e compartimento de assuntos relacionados as Linguagens , Códigos e tecnologia , área na qual o ensino de artes visuais esta inserida no novo ensino Médio Politécnico.

                    Em seu blog Sandra Chelmicki faz um questionamento a respeito de como captar a atençao dos alunos de medicina  em meio a Era digital:

Como o conhecimento pode ser retido em meio a tantas distrações: trocas de mensagens, acessos e postagens no Facebook e no Twitter? Os futuros médicos conseguirão aplicar seu aprendizado na prática clínica? Serão capazes de ouvir atentamente um paciente, condição primordial para um bom atendimento? E, por outro lado, como os professores estão enfrentando o desafio de manter a atenção desses estudantes que parecem tão dispersos e incapazes de manter a concentração e o foco? Muitos acham esse novo universo maravilhoso, certamente, mas atire o primeiro smartphone quem nunca pensou em confiscar o celular de um aluno desatento.

As escolas estão colocando em seu PPP como  lei a proibição do uso do celular . Atitude questinavel . Não poderíamos usar os celulares como ferramenta educacional ? Ou os alunos não poderiam ter a maturidade de usa-lo adequadamente? Afinal , logo os cadernos serão substituídos por tablets. E o professor usara uma lousa digital. É preciso ir alem de resolver problemas disciplinares  e formar esta geração y. Claro para isto os professores precisam de formar reflexiva e critica analisar o contexto atual, e mergulhar no espaço cibernético entendo assim o que passa pela mente de seus alunos , decifrar seus códigos e interpretar suas maneira de ser e viver tecnologicamente . Sandra continua seu post indicando um caminho :


Um bom ponto de partida para essas reflexões é o livro Homo Zappiens1, que demonstra que as crianças, crescendo em um mundo de tecnologia e de mudanças constantes, apresentam maior relutância em encaixar-se no sistema educacional do que qualquer outra geração antecedente. Uma vez que a tecnologia nos capacita a obter informações com facilidade, a sociedade está mudando seu modo de considerar a aprendizagem, passando da simples obtenção da informação à comunicação, à interpretação e à negociação. Segundo esse livro, enquanto julgarmos a geração “Homo zappiens” por parâmetros ultrapassados, nunca entenderemos que seu comportamento é, na verdade, uma estratégia que começa a surgir para lidar com nosso futuro digital e criativo.
As dúvidas sobre o futuro da educação formal atingem a todos: pais, educadores, sociedade. Existem muitas formas de interpretar essa nova realidade, e qualquer conclusão nesse sentido é arriscada. Mas na nossa reunião de pauta chegou-se a um mínimo consenso: parece que a saída, já que não há estrada de volta no caminho da evolução, é tornar as aulas formais, enquanto elas predominarem na academia, mais atraentes. Assim, existiria a possibilidade de uma convivência frutífera entre as gerações X, Y e Z. “Aula é teatro”, disse um dos conselheiros. Para ele, é imprescindível que o professor tenha a habilidade necessária para fisgar e manter a atenção do aluno. Portanto, nada de confiscar os gadgets e celulares no início de cada aula.